
“Eu devo dizer que talvez há uma coisa que precisamos acrescentar. De todas as coisas boas que se disseram é que Dom Alexandre e eu autorizamos os nossos padres para trabalharem na tradução da bíblia em Chope. Até 1982 não havia nada escrito sobre as escrituras sagradas em Chope, mas a partir daí começamos a fazer o trabalho de tradução. E hoje já temos a bíblia em Chope completa e isso faz parte do legado que ele deixa para nós”, elucidou Dom Dinis Sengulane.
Questionado sobre a valorização dos esforços de Dom Alexandre na promoção da paz, o bispo emérito disse que certamente há muito que se fazer, mas aqueles padrões que se estabeleceram com a assinatura do Acordo Geral de Paz são firmes,” não podemos abandonar e continuemos, estamos a precisar de reconciliar para que não recuemos”.
ROQUE SILVA DIZ QUE EMANA UM SENTIMENTO DE ALEGRIA PELAS OBRAS QUE DEIXOU
Para o Secretário-geral da Frelimo, Roque Silva, a morte de Dom Alexandre consubstancia um momento de dor, entretanto há motivos de alegria pelo vulto de ensinamentos e da dedicação com a qual serviu ao país.
“Por um lado é um sentimento de tristeza por ter partido um grande homem, por outro é sentimento de alegria pelas obras que ele deixou, pelas lições de vida. Um homem que conseguiu, através da palavra, mostrar ao mundo e aos moçambicanos que podemos ser úteis sem ter que olhar naquilo que podemos ganhar ou receber”, explicou Roque Silva.
TODOS OS MOÇAMBICANOS DEVEM CONTINUAM COM A OBRA
Segundo Dom Carlos Matsinhe, bispo da Igreja Anglicana e presidente do Conselho Nacional de Eleições (CNE) todo o povo cristão e todos os moçambicanos devem continuar com a obra que Dom Alexandre deixou, sendo pacificador do país, a trabalhar para a educação, servir o povo de Deus com todo o afinco e dedicação, fazendo com que a vida de Moçambique seja transformada.
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